segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

John Belushi



"(...) Há ainda John Belushi. Nele Landis encontra seu ator perfeito. Há uma predisposição nos filmes do diretor por performances expansivas em que o ator domina todo o espaço. O único outro comediante que viria a suprir a ausência de Belushi depois de sua morte para Landis seria Eddie Murphy (Jeff Goldblum se revelaria um protagonista igualmente efetivo em Um Romance Perigoso, mas nesse caso o processo é o inverso, com uma performance comatosa contrastando com um espaço hiper-ativo). Landis por sua vez permitiu a este brilhante comediante um contato com uma sensibilidade cômica que lhe servia, assim com uma mise en scène organizada. Trata-se quase de uma atuação de cinema mudo (ele mal fala), subvertida pelo ator que investe o filme de uma forte agressividade; é como se o ator se pretendesse atacar o mundo a cada plano. Há um elemento de frescor que o ator impregna em cada seqüência que participa, como se algo de inesperado surgisse naturalmente a cada momento. (...) Belushi na verdade tem relativamente pouco tempo em cena, mas domina todo o filme, o tira dos eixos, dá a Landis o corpo que mais perfeitamente articula suas idéias cômicas."



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