terça-feira, 17 de novembro de 2015

Rust Cohle






"A abundância de faces que se sucediam ininterruptamente em sua cabeça criou a lenda de que ele era mágico; mas seu rosto permanecia absolutamente infantil; o rosto dos outros homens é que se moviam com premeditada desigualdade; muitos de seus companheiros se fantasiaram de anões para desapontá-lo; inúmeros se metamorfosearam em deuses secundários, em coisas estanques, em manequins, em pássaros empalados. Pretenderam descobrir a sua tumba, e não conseguiram: ele às vezes se declarava morto, porque a morte era apenas uma continuação. Contudo, desenterraram milhares de retratos de sua vida contínua com todos os defuntos que cruzaram a sua órbita: ele se reviu e chorou diante dos documentos de sua consagração." 


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