domingo, 14 de outubro de 2012


"A humanidade séria do crescimento se civiliza, se abranda, mas tende a confundir o abrandamento com o preço da vida, e sua duração tranquila com seu dinamismo poético. Nessas condições, o conhecimento claro que ela geralmente tem das coisas não pode tornar-se um pleno conhecimento de si. É enganada pelo que toma como sendo a plena humanidade: a humanidade no trabalho, que vive para trabalhar sem usufruir livremente dos frutos do trabalho. Certo é que o homem relativamente desocupado - pelo menos pouco preocupado com suas obras - de que falam a etnografia e a história também não é um homem acabado. Contudo, ele nos ajuda a medir o que nos falta." 

Georges Bataille, A Parte Maldita

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