terça-feira, 11 de setembro de 2012


- Quem diria. Não me reconheces?
- Nunca o vi mais gordo, e não dou cigarros.
- Mete os cigarros no cu. Encontramo-nos no Parque da Pena, deste-me uma mala cheia de bago e vendeste-me que eras Enviado de Deus, lembras-te?
- Eu? Isso não cabe na cabeça de ninguém. Por que carga de água é que eu lhe ia dar de mão-beijada uma mala cheiinha de dólares? Sou maluco, mas não sou estúpido.
- Desta não te safas, meu filho da puta.
- Larga-me, antes que eu grite por socorro. Não suporto loucos furiosos.
- Tens de me livrar desta alhada! Dê por onde der.
- Não sei do que estás a falar. Já fui, de facto, Enviado de Deus, mas agora estou sentado no trono celeste, à direita do Pai.
- E eu que me lixe.
- Quando eu subi aos céus, disse para todos os mortais…Fodam-se vocês agora, que a mim já não me fodem mais.

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