quarta-feira, 4 de maio de 2011

"Antes de tudo, é preciso conhecer os homens tais como eles são. E o cinema existe para isso, para os filmar em todas as latitudes, em todas as aventuras, de todos os ângulos, os bons e os maus. Não é por nada que as objetivas de uma câmera são chamadas assim. É preciso se empenhar em se aproximar dos homens com objetividade, com respeito. Não temos o direito de filmar um personagem horrível com, ao mesmo tempo, a intenção de condená-lo. Eu mesmo não me permito fazer um jugamento sobre meus personagens. Eu me contento em mostrar seus feitos e seus gestos. Deve-se chegar a esse ponto extremo onde as coisas falam delas mesmas. O que não significa unicamente que elas falam isoladas, mas que elas falam do que elas são na realidade. Quando você mostra uma árvore, é preciso que se fale da sua beleza como árvore; uma casa, de sua beleza como casa; um rio, de sua beleza como rio. E os homens e os animais também. Um tigre, um elefante, um cisne, eles são tão interessantes quanto um gangster ou uma mulher do mundo. E vice-versa."

Roberto Rossellini

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